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01Set

Cataratas do Iguaçu X Niágara Falls

Cataratas do Iguaçu X Niágara Falls
Reportagem de Andressa Missio para a revista canadense Discover Brazil (www.discoverbrazil.ca)
 
Em comum, a força da água descendo por um despenhadeiro, provocando um ronco ensurdecedor, e ao mesmo tempo, inesquecível. O arco-íris se formando no nevoeiro, turistas com suas capas de chuva molhadas, e com uma sensação nítida de encantamento.
 
A descrição poderia ser de um dos pontos turísticos mais conhecidos do Brasil… ou de um dos locais mais incríveis do Canadá. Mas as Cataratas do Iguaçu e de Niágara também têm lá suas diferenças. O fato é: sorte de quem já teve a chance de visitar as duas!
 
As escadarias ladeadas pela floresta, com um perfume de terra molhada, ficam ainda mais agradáveis com a trilha sonora natural. É bem de longe que se ouve o ruído das quedas. Basta descer do Transfer que faz o percurso Estacionamento do parque – Cataratas, para escutá-las.
 
São alguns metros de caminhada, com pouco concreto e muita natureza, e lá estão elas. O impacto da água levanta uma nuvem de vapor, mas não embaça o espetáculo. Com toda a sua força, as cataratas deságuam num Iguaçu apressado, que dia sim, outro também, recebe milhares de turistas, em barcos, à procura de aventura. É o Macuco-Safari, uma das atrações mais procuradas da Maravilha Mundial da Natureza.
 
Com 275 quedas d’água, em um raio de 2,7km, as Cataratas do Iguaçu não são privilégio do Brasil. Sua riqueza é compartilhada com los hermanos argentinos, e o cânion pode ser visto de ambos os países. Quem faz a fronteira é justamente a “Garganta do Diabo”, a maior das quedas, com 82m de altura, 150m de largura e 700m de comprimento. O ronco estrondoso é capaz de justificar o apelido.
 
A turista mexicana Berta Gonzalez levou dois dias para visitar o parque. O primeiro, pelo lado argentino. O segundo, pelo brasileiro. A distância entre a entrada dos dois parques é de apenas 20 minutos de automóvel. “Vale a pena fazer os dois passeios, porque cada um deles tem suas belezas. Pela Argentina, pude ver as quedas de cima. Pelo Brasil, vi de dentro d’água, onde senti a força das cataratas” contou. Ela disse ainda que saiu encharcada do barco, de uma água “que lavou minha alma”.
 
Berta é uma das 3 mil visitas diárias que o parque recebe. Uma média de 1 milhão e 600 mil turistas por ano. Todos, invariavelmente, chegam portando máquinas fotográficas ou smarphones, e uma capa de chuva. Um dos motivos que levam tantos visitantes ao Patrimônio Natural da Humanidade (Unesco, 1986) é o volume d’água: 1 milhão e 500 mil litros por segundo. O recorde foi registrado em 2014, quando a vazão atingiu os 46 milhões de litros por segundo! Foi tanta água que os principais mirantes e passarelas que dão acesso às quedas precisaram ser interditados, como medida de segurança.
 
O casal do Espírito Santo Rafaella Senna e Victor Scalzer viajou mais de 2 mil km para conhecer as Cataratas. Valeu a pena: a publicitária e o policial rodoviário federal protagonizaram cenas dignas de cinema. “São imagens inesquecíveis, principalmente quando avistamos o lindo arco-íris, que deixou o cenário ainda mais esplêndido!” (ver foto)
 
O parque também já recebeu incontáveis visitas ilustres. A ex-primeira dama dos Estados Unidos, Eleanor Roosevelt, foi uma delas, e comparou as Cataratas do Iguaçu com Niágara Falls. Após o tour, ela concluiu: “Poor Niagara!”. 
 
Niágara Falls
Nem só fama e beleza que as Cataratas de Iguaçu, na América do Sul, e as Cataratas de Niágara, na América do Norte, têm em comum. Assim como as quedas latinas, as norte-americanas também ficam na fronteira entre dois países, no território dos Grandes Lagos. Elas separam (ou seria unem?) o Estado norte-americano de Nova Iorque, da província canadense de Ontário. Em cada lado da fronteira, uma pequena cidade chamada Niágara Falls – isso mesmo, são duas cidades (uma americana, outra canadense) que compartilham o nome e a vocação turística. Como ficam frente a frente, os nativos gostam de dizer que elas são ligadas entre si pela ponte do Arco-íris (que realmente, sempre aparece por lá).
 
Talvez a maior diferença esteja no número e na largura das quedas. Enquanto Iguaçu tem 275 saltos, Niágara tem apenas três. Mas imensamente mais largos. A largura da maior das quedas – justamente a Canadense, que tem forma de ferradura – é de 792 metros, e seu volume passa dos dois milhões e duzentos mil litros por segundo.
 
Para visualizar a força da água, os turistas podem escolher entre os mirantes, as torres de observação, passeios de barco a vapor, helicóptero ou até se suspender em cabos – para os mais corajosos.
 
Outra grande peculiaridade de Niágara é a possibilidade (remota, é verdade…) de congelar. Registros históricos dão conta de que os congelamentos aconteceram até 1912, quando pelo menos 20 mil turistas puderam caminhar por uma ponte de gelo e até transformaram o local em tobogã! Mas em 4 de fevereiro daquele ano, a ponte de gelo se rompeu e três pessoas perderam a vida no acidente.
A única vez que o fluxo de água foi completamente interrompido por causa do gelo foi em 29 de março de 1848.
 
Se há alguma coisa que ambas dividem é a magia do som expelido pelas cataratas. Um ruído inconfundível, ouvido de muito longe. A possibilidade de sair encharcado da visita também é grande nos dois locais. Capas de chuva servem de proteção e de souvenir.
 
A jornalista brasileira (que vive no Canadá) Giselle Norões teve a chance de conhecer as duas. “Achei os dois locais muito bonitos, mas em Iguaçu a gente consegue sentir mais a energia das quedas, porque andamos até o meio de uma ponte por cima da água, podendo ver a correnteza passando por baixo. Niágara é linda, estive lá no verão, outono e inverno. No outono é lindo demais, porque têm muitos jardins e fica tudo muito colorido”, conta ela.
 
Cada uma, com sua riqueza, história e beleza. Mas nos dois casos, a natureza é que comanda o espetáculo. Pode haver a interferência do homem quando o assunto é estrutura para os turistas, conforto aos visitantes… mas é a água que desaba dos cânions que atrai a curiosidade do mundo inteiro. Prova de que a sensação de encantamento é dona de uma linguagem universal.
 
***Andressa Missio é jornalista.
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